terça-feira, 20 de maio de 2014

Poucas vezes eu deixei que meu rosto fosse queimado pelo sol. Então houve essa vez em que eu sofri com o calor, porque no momento era o que tinha para me aquecer. Isso me lembra cada inverno que chega, trazendo os sois raros da manhã, aqueles que me abraçam... Inverno passado era você, lembra? A gente andava na chuva e no frio, já noite, e ainda assim tudo era radiante, como o ponto amarelo no ápice do (meio)dia... Aquela vida eu não cruzo mais. Deixei o túnel, a esquina, as fotos e um tanto de lado, foi o verão que te ofuscou. Mas o inverno que chega trás teu calor no bolço... Eu deixo que me queime o peito, de leve.

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