terça-feira, 28 de julho de 2015

Coisamente

Coisa que mente
Eu não engulo
Coisas em mente
Eu não anulo
Coisa andante
Penso que é gente
Coisa pensante
É meu parente
Quando a mente coisa
Alguma coisa sei que é
Um tic, um tilti
Mas um sinal de que funciona
Um lampejo, um plim
Uma ideia que tenciona
E a coisa que é quase mente
Mente também se não se vê doida
Ambas andam sempre em frente
Enfrentando qualquer coisa

segunda-feira, 27 de julho de 2015

sábado, 25 de julho de 2015

Sentimento salobro

(Mar)tí(rio)
Tudo é muito
E eu tão pouco
Tão pouco sei se sou oco
Tão pouco sei se sou mudo
Em meio ao mundo
Não sei se dele derivo
Não sei se estou à deriva
E que dúvida fica
No fim das contas
Paguei minha dívida
Ou fica pra soma
Da próxima vida?

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Gratidão

FUI ACORDADA PELA VIDA
A radiação e a claridade silenciosas entraram pela janela como quem diz ''ACORDA!''
E funcionou
Levantei-me, saí da cama, fui até a janela que quase se abria sozinha e olhei além dela.
Vi o verde verdadeiramente vivo
Ele me olhou e num balance suave dizia ''Também fui acordado por ela''
Concordamos.
O calor, a brisa, as nuvens, os pássaros, o azul lá em cima
Todos, numa conversa silenciosa, ainda acordando em uníssono
Concordamos que é bom demais estar vivo.
- respiro fundo -
Os pássaros só faltavam dizer em voz alta
E já que não o faziam, voavam e voavam
Dançantes, onde nenhum homem por si só chega
A brisa então... tapeou-me o rosto tão, mas tão delicadamente
Contactando-me com sua felicidade transbordante
E foi-se, antes que eu pudesse encarar-lhe o rosto
Sem contar as divindades, as pequenas divindades
Que me acompanham como sombras, assim que a luz se faz presente
E as pequenas mas astronômicas divindades
Que brilham e vivem quando tudo é escuridão...
Em luz, estrelas e todo pedaço de rocha no céu do todo,
Gritantes e incrédulos,
Por todos estarem com medo dos coitados que se aproveitam do escuro
Quando tudo o que há é vida lá fora
Dizendo 'Olá!'
EM CADA COISA PEQUENA

Eu agora
Vejo tudo
E mais que isso
Sinto tudo

Que o sol me dá a graça da visão é sabido desde que nasci
[E o que digo vai além da luz ou da minha vista (que vai muito bem)]
Mas o que eu vi com os olhos fechados que a Terra hei de ser mãe
É que na pequenez do meu ser
Nesse segundo de minha existência (comparado a tanta história já rodada)
A vida
Fala com todos, todos os dias
Onipresente mas também particular
(Uma vez que ela pode ser tudo).
A vida são os pássaros, o azul do céu, as brisas, a radiação e claridade...
E é por ela que eu prezo
Ela que me acordou hoje pedindo atenção
Dizendo, dizendo mesmo
Que o mundo aqui dentro (seja lá onde for aqui)
E lá fora
É meu
E de todos
E tudo é um presente
Tudo é uma bênção que se faz presente
TUDO É VIDA
E eu só tenho a agradecer

quinta-feira, 16 de julho de 2015