Nas tardes, nas noites
Aos poucos, aos montes
Nunca houve quem ficasse assim
Nem meu pai
Nem minha mãe
Quiseram cuidar tanto de mim
Zio, se tá frio fica
Zio, se faz calor ele gruda e ainda suplica
Que eu não olhe pessoas na rua
E converse com gente bonita
Que eu não sorria até mesmo sozinha
Ou sinta qualquer coisa que aviva
E às vezes ainda diz:
Essa menina já foi boazinha
Arre
Os ventos e as flores e as luzes
Que nisso reparem
Que encham os corpos e todo o buraco
Que molhem os copos e todo secura
Até não ter Zio na noite escura
Eu peço que vá, Zio
terça-feira, 23 de junho de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)