Recolham as cadeiras para dentro de casa
Faz tempo que não se vê chuva como essa
E todo esse coração temporal
E a tempestade mental
Tem coisas que trovejam em você
E relampejam em mim
quarta-feira, 19 de março de 2014
terça-feira, 18 de março de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
Dona Lourdes,
Toda vez que olhas pela janela
Deixas que teu marido esquente o sofá sozinho
O cachorro quer teu colo
E a senhora mal sabe o que é carinho
Ao invés de conversar sobre o dia
Se interessa por qualquer balela
Como se não tivesse companhia
Fica a vigiar as moças indo à capela
E reza para que teu homem doente melhore
Pobre dele
Só quer que a senhora o olhe
Por que não deixas a manicure de lado
E marcas um horário com o teu amado?
Ele lá a falar com o cachorro
Enquanto contas à vizinha como tratas ele bem
Eu andando na rua, reparo
O quanto não gostas de ninguém
Toda vez que olhas pela janela
Deixas que teu marido esquente o sofá sozinho
O cachorro quer teu colo
E a senhora mal sabe o que é carinho
Ao invés de conversar sobre o dia
Se interessa por qualquer balela
Como se não tivesse companhia
Fica a vigiar as moças indo à capela
E reza para que teu homem doente melhore
Pobre dele
Só quer que a senhora o olhe
Por que não deixas a manicure de lado
E marcas um horário com o teu amado?
Ele lá a falar com o cachorro
Enquanto contas à vizinha como tratas ele bem
Eu andando na rua, reparo
O quanto não gostas de ninguém
Mesa para dois
Tuas palavras soam em aconchego ao pé do ouvido
Um conforto que vem dos braços
Que apareceu do acaso
E me agarra feito abraço
E se acaso não souberes
Nós somos o plano de algum tempo atrás
Vê como a chuva não deságua o meu sorriso
Olha como eu adoro tudo aquilo que tu diz, rapaz
Se um mês passar rápido é prestígio
Pode acionar o cronômetro
Que eu tô indo feliz ao teu encontro
quinta-feira, 13 de março de 2014
Recinto sem luz, mãos atadas
Pessoas começam a ir embora
Hoje o mesmo lugar, sempre esperando por nada
Rosto abatido, pele e osso, cabeça cansada de pensar
A falta de uma bebida, a busca pela saída
O coração querendo amar
A esperança dura enquanto nada de ruim acontece
Pobre é aquela alma que sofre, apanha e estremece
Rimas fáceis costumavam me definir
E quando eu fui me entender, só piorou, eu me perdi
Pensei me conhecer, mas descobri ser um emaranhado
Segundos de inconsciência me atraem, mesmo que isso seja errado
A cor que corava se vai, na tentativa de renascer
Eu imagino que a dor faça parte desse negócio que é o crescer
(30 de abril de 2013)
Pessoas começam a ir embora
Hoje o mesmo lugar, sempre esperando por nada
Rosto abatido, pele e osso, cabeça cansada de pensar
A falta de uma bebida, a busca pela saída
O coração querendo amar
A esperança dura enquanto nada de ruim acontece
Pobre é aquela alma que sofre, apanha e estremece
Rimas fáceis costumavam me definir
E quando eu fui me entender, só piorou, eu me perdi
Pensei me conhecer, mas descobri ser um emaranhado
Segundos de inconsciência me atraem, mesmo que isso seja errado
A cor que corava se vai, na tentativa de renascer
Eu imagino que a dor faça parte desse negócio que é o crescer
(30 de abril de 2013)
Entre nuvens esparsas
Entre paredes e suas flores que estruturam casas
Entre casais em noites de valsa
Braços, bolsas e suas alças
Santos e suas farsas
Pilantras e seus comparsas
Gaivotas e garças
Entre o que é pago e o que é de graça
Entre atores com suas falas falsas
Pescadores em suas balsas
Pássaros com suas asas
Passos e suas pausas
E minhas causas tão imersas
Eu tento me tingir com as cores diversas
Mesmo que tudo o que eu tenha seja cinza submersa
''onde há mais desta eloquência?''
(12 de junho de 2013)
Entre paredes e suas flores que estruturam casas
Entre casais em noites de valsa
Braços, bolsas e suas alças
Santos e suas farsas
Pilantras e seus comparsas
Gaivotas e garças
Entre o que é pago e o que é de graça
Entre atores com suas falas falsas
Pescadores em suas balsas
Pássaros com suas asas
Passos e suas pausas
E minhas causas tão imersas
Eu tento me tingir com as cores diversas
Mesmo que tudo o que eu tenha seja cinza submersa
''onde há mais desta eloquência?''
(12 de junho de 2013)
Eu tô amando
Tô a mando do fulano
Tô fazendo algo que eu não sei o que
Mas já venho fazendo isso há algum tempo
Ele sempre diz pra eu não esquecer
E lá no canto, me esperando, tem um acento
Eu sento e espero acontecer
Acontecer não sei o que
Mas é que é assim mesmo
Eu tô amando
Não tenho que entender
(5 de junho de 2013)
Tô a mando do fulano
Tô fazendo algo que eu não sei o que
Mas já venho fazendo isso há algum tempo
Ele sempre diz pra eu não esquecer
E lá no canto, me esperando, tem um acento
Eu sento e espero acontecer
Acontecer não sei o que
Mas é que é assim mesmo
Eu tô amando
Não tenho que entender
(5 de junho de 2013)
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