terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Poesia sem nome

Teus olhos escuros
Teus cabelos em chamas 
Teus lábios em fulgor 
Tuas mãos delicadas 
Tuas olheiras desenhadas 
Tuas pérolas encrustadas 
Tua segurança insegura 
Tua tristeza infortuna 
Tua solidão insólita 
Teu medo bravio 
Teu tremor suave 
Teu toque brusco 
Tua primavera constante 
Em planos, distante 
Numa tristeza de outono 
É possível ser assim? 
Adoecida a todo instante 
Como um exército sem comandante? 
Um verão interminável 
Uma busca confortável
Por um lugar no oceano 
Sem delongas e sem demora 
Vá logo buscar, e agora 
O que ninguém te rouba, a tua glória!

Por Renan Colzani

domingo, 14 de dezembro de 2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014