quarta-feira, 23 de julho de 2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Eu tenho esse calar gritante
Que eu pus num barco
E deixei navegar pelo teu quarto
Enquanto eu não estava mais aí

Eu tenho essa saudade grande
Que eu apoiei na estante
Enquanto me preocupava
Em não esquecer de mim

Eu tenho esse fundo cheio
De amor, de medo, de coisas
Que mesmo na parte oca
Se esbarram e conversam entre si

Eu tenho esse peito ao meio
Que amou sem freio
Que te jurou de pé junto todo o amor mútuo 
Até te ver partir

Eu tenho a mim de volta
E tenho a minha revolta
Por não conseguir ter nós, juntos
Por não conseguir fugir desse assunto

Eu levo de baixo do braço
De forma que tu caiba
Todo o espaço
 





sexta-feira, 4 de julho de 2014

Eu quero me debruçar sobre o sossego dos dias
Em que o meu peito não está a latejar
Mas na minha mente, aquela noite recomeça
E como esquecer
Se a cor da tua pele à meia luz do quarto
Não sai da minha cabeça?

O meu amor eu queria lhe dar
O teu amor eu não tenho, com isso eu tenho que lidar


Amor é tu
E também dor
Amor é tudo

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Uma coisa é o vazio que é
Quando tu não está aqui
Mas está
Outra coisa é o vazio que fica
Quando tu não está aqui
Nem de longe