domingo, 22 de março de 2015

domingo, 15 de março de 2015

Entre pensar ou não no que fazer
Eu escolhi seguir
E ver no que vai dar
E me dar pra ver
Que o que é pra ser, será

sábado, 14 de março de 2015

Tran(s)cend(er)

Já não consigo sustentar um olhar
E mesmo assim, tudo tende a contactar-me
As coisas me veem de cabeça baixa, procurando respostas no chão
É como nudez, encarar o outro
Sejo o outro o que for
E de certo sou eu...
E o outro, junto com o meio e os rios e os céus e as brisas
Junto com os sentidos que me caracterizam
Atiram-me numa realidade que me intimida
Grande, avassaladora
Me remete à pequenez do meu ser
Ao grão de areia que sou
E nisso, volto-me tanto para mim e para a minha dimensão
Que acabo indo além das galáxias
Além dos grupos locais
Dos aglomerados
Da matéria escura
Eu vou além do além
Porque sou a própria existência.
Eu, que vim de uma explosão bilenar
Onde todos nós estávamos juntos numa única molécula
Abraçados, impessoais
Vejo-me agora em todos, não somente em mim
E deveras


(numa viagem além do sentido normal)

domingo, 8 de março de 2015

É preciso ver
(Com os olhos que a chuva há de morar)
Que o destino por si só desata
O que não é pra ser

É preciso ser 
(Com a alma que o corpo há de abrigar)
Um pouco mais do que se vê em volta
Um pouco mais que a própria (re)volta

quarta-feira, 4 de março de 2015

domingo, 1 de março de 2015

Enganou-se a menina que um dia disse não amar mais aquele homem, como tinha amado no primeiro dia. Ela não imaginava que as flores sobreviveriam ao inverno que foi... Não há aviso sobre isso estampado por aí. Não houve quem avisasse a ela que não mergulhasse de cabeça num rio fundo demais. Não houve quem a alertasse que depois do mergulho a faixa de areia se desloca pra muito mais longe. Rema, rema, rema e o mais próximo que encontra é a quebra d'água, é o amor afogando-a.

... 

Ninguém melhor que ela entende o que é enfim boiar. 
E afogar-se 
de 
novo.