Recinto sem luz, mãos atadas
Pessoas começam a ir embora
Hoje o mesmo lugar, sempre esperando por nada
Rosto abatido, pele e osso, cabeça cansada de pensar
A falta de uma bebida, a busca pela saída
O coração querendo amar
A esperança dura enquanto nada de ruim acontece
Pobre é aquela alma que sofre, apanha e estremece
Rimas fáceis costumavam me definir
E quando eu fui me entender, só piorou, eu me perdi
Pensei me conhecer, mas descobri ser um emaranhado
Segundos de inconsciência me atraem, mesmo que isso seja errado
A cor que corava se vai, na tentativa de renascer
Eu imagino que a dor faça parte desse negócio que é o crescer
(30 de abril de 2013)
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