sexta-feira, 30 de maio de 2014

 Hoje eu vejo, toda vez que olho pela janela, o quanto há em mim de tudo no mundo. Meus olhos são o centro do universo, partindo do meu ângulo. Sou tão pequena para com algo tão grande, como não sentir as vibrações dessa massa sobre o meu corpo e dentro de mim? Sou nada, sou tudo. Das coisas que sinto, carrego os sentimentos que há anos fazem junção e tornam-se eu. Sou sensibilidade. Sou o corpo do mundo, porque tenho o mundo dentro de mim.
 Tudo pulsa. Tudo passa. Tudo fica. Tudo vem. Tudo vai. Tudo e o todo. 

"Eu me lembro quando minha sobrinha, Tony, era recém-nascida. Eu tomava conta dela algumas vezes e ela chorava, como bebês fazem. Nove vezes de dez eu conseguia resolver o problema, mas... algumas vezes, quando estou andando pela estrada e um raio de luz do sol incide de uma certa maneira na estrada eu simplesmente quero chorar. E um segundo depois, acabou. E eu decido, porque sou uma adulta, a não sucumbir a melancolia momentânea. Acontece o mesmo as vezes com Tony. Ela somente teve um momento assim. Um momento que, sem saber como, ou por que, ela só se deixa levar. e não havia ninguém que pudesse fazer ela se sentir melhor - era só ela, e o fato dela estar viva, colidindo."

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