Quando eu me deixei levar pelo o que eu sentia, não existia preocupações porque pela primeira vez na minha vida, eu achei que estava em algo recíproco com outra pessoa. Eu dava e recebia e eu nunca precisei extrair as coisas de ti, o teu sentimento jorrava. Então eu me segurei firme nisso, talvez tenha ficado um pouco dependente. Mas foi maravilhoso. Era eu, era tu e todas aquelas palavras... Eu me senti cheia depois de muito tempo vazia. Eu me senti em algo real, quando na verdade eu sempre fiz parte de relacionamentos pela metade, porque nos outros, ou eu amava ou eu era amada. Mas dessa vez eu senti que era algo inteiro.
E acabou.
Eu voltei a ser metade, quando eu estava tão cheia de nós dois, cheia de amor. Eu pus fé na gente, e tu sabe como é ruim sentir a fé falhar? As minhas remendas não aguentaram. E eu continuei até agora, com persistência e dor, tentando segurar a rede nas mãos quando eu sei que eu só preciso deixar a maré levar. Então eu te escrevo porque tu foi o meu porto seguro, o meu farol, e junto com a rede cheia de remendos, eu me deixo levar pelo mar. Eu preciso seguir nas ondulações, preciso que o vento me leve pra longe do porto. Porque tudo o que eu sinto é o meu corpo batendo nas pedras. Dói demais. Eu queria conseguir esperar por ti, mas esse amor que eu sinto, eu sinto agora, eu não vou sentir no futuro como eu senti naquelas semanas em que a gente se ''envolveu'', como eu sinto hoje. Não tô conseguindo seguir com a minha vida... Eu vou desejar não ter feito isso, mas não posso me abastecer de esperança. Eu quero dizer que tu continua intenso aqui dentro, mas eu me demito por fim.
Com amor, a pessoa mais sentimental.
Tu não sabe o quão amável tu é.
Eu me apaixonei.
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