A história começa no mar.
Já são dezessete anos velejando em mim
Alguns fragmentos ficaram para trás
Há partes de mim em esquinas, em cidades e em pessoas
Há um pouco de mim no banco da praça, na sombra da árvore, na pessoa que passa...
Meu barco segue nas ondulações do mar,
Conforme o vento vai batendo...
E quando os meus braços ganharem a força de um motor
E a minha cabeça pesar menos que uma âncora,
Aí eu sigo o meu próprio rumo
Que é para eu não naufragar no chão da cidade,
Onde habita o meu corpo.
''A carne dura menos que qualquer madeira.''
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