terça-feira, 14 de abril de 2015

Solidão

Na surdina ela se compõem
E mesmo sem silhueta
Noto como cresce dentro de mim
Como, sempre que encontro alguém, se opõe
Como ela teima e não se endireita
A princípio o meu corpo que já se arrastava
E que pelos quintais procurava escoro 
Não sabia se era eu quem me domava
Ou se era o resto de um amor não duradouro 
Mas foi quando meu corpo esteve são
Que pude me agarrar numa conclusão...
Vi que 'ela' é imensamente sólida
Ela é imensamente solidão

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