domingo, 22 de fevereiro de 2015

Voltei-me para mim
Como quem volta para onde nunca foi
Como quem adentra a casa que é (pela primeira vez)
E o que eu vi foi chão batido
De tanto 
Tanto
Tanto
Que eu já me andei
...
Vejo esse aço-alho
Com meu ópios olhos
E deparo-me com a marca de quem
Reviravolta e meia
Arreda tudo do seu lugar
...
Nunca me disseram que
Não se mexe em certas coisas, incertas
...
Mas toda vez que saio de mim
Eu me re-volto

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